Lençóis Maranhenses, roteiro de 2 dias

Fala pessoal…

Hoje o destino da nossa Expedição é Barreirinhas, no Maranhão. Estivemos lá em janeiro de 2017, depois de passarmos pelo Jalapão (veja aqui) e pela Chapada das Mesas (veja aqui)

Essa é a segunda vez que visitamos o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, e infelizmente não na melhor época, que é quando as lagoas estão cheias (normalmente nos meses de maio a agosto). O nordeste inteiro vem passando por um período de estiagem muito grande, de cerca de 6 a 7 anos. Então está cada vez mais difícil conseguir pegar essas lagoas cheias porque a cada ano elas duram menos. As chuvas não estão sendo suficientes para manter o nível das lagoas alto por muito tempo.

Não existe nada comparável aos fascinantes Lençóis Maranhenses. O Pólo Parque dos Lençóis, situado no litoral oriental do Maranhão, envolve os municípios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro e Barreirinhas, este último sendo o principal portão de entrada para esta fantástica beleza natural. É um lugar onde você terá contato direto com uma natureza original e quente. Portanto, nem pense em trazer roupas pesadas.- Somente shorts, camisetas, sandálias, chapéu/boné e roupa de banho.- Repelente, óculos escuros e protetor solar não podem ser esquecidos de colocar na bagagem.

Acho que pela primeira vez até hoje tivemos que confiar quase que cegamente no nosso GPS. Como praticamente todas as lagoas estavam secas, só era possível visitar lagoas bem longe que ainda tinham um certo nível de água. Obviamente isso encarecia muito a contratação de passeios particulares, e até mesmo de guias. No primeiro dia contratamos um guia para nos levar até uma lagoa que não sabíamos onde ficava, e no final das contas não digo que ele se perdeu, mas com as trilhas que tínhamos gravadas no GPS conseguimos um caminho mais perto que o dele.

Mas no segundo dia de nossa estadia saímos por conta própria por trilhas menos conhecidas e aí a emoção tomou conta. Seguimos algumas rotas onde a maioria das agências não frequentam muito, indo para a Praia de Caburé por trilhas. A maioria dos turistas acabam indo até lá de barco, pelo Rio Preguiças, que é um excelente passeio, mas a gente já conhecia. Não recomendamos que façam isso, de sair sem guia pra lugares desconhecidos se não tiverem extrema confiança na pilotagem off road, ok? Se encalhássemos ali ia ser um trabalhão pra conseguir ajuda! Vale lembrar também um assunto muito importante. Em regiões de muita areia como os Lençóis, as estradas mudam de lugar constantemente, então não dá pra seguir o GPS totalmente à risca. A gente vai vendo por onde tem rastros recentes de veículos e vai se orientando se estamos nos afastando muito da rota original ou não.

Nosso tempo era curto, só dispunhamos de 2 dias inteiros pra ficar lá. Se puder programar mais um ou dois dias quando for pra lá, melhor.

Enfim, como sempre deixamos então nossas rotas gravadas e nossas impressões sobre os lugares.

   


1º Dia (15/01)

Chegamos em Barreirinhas no final da tarde do dia 14/01, direto para o Hostel/ Camping Paraíso do Caju. O Camping é sensacional. Ótima estrutura tanto para camping como Hostel, um excelente café da manhã e preços bem convidativos. Sem contar no super auto astral da moçada de lá. É muito legal também pra quem gosta de conhecer novas culturas porque é ponto de parada de mochileiros que vem do exterior pra conhecer os lençóis. Conhecemos muita gente bacana lá, da Alemanha, Suíça, Espanha, etc.. Veja detalhes do camping aqui: http://macamp.com.br/guia/guia/campings/brasil/maranhao/lencois-maranhenses/camping-paraiso-do-caju-hammock/

Saímos bem cedo, logo após o café da manhã e pretendíamos seguir sozinhos até alguma lagoa. Mas descobrimos que todas as rotas que possuíamos não serviriam porque estavam todas secas. Só uma lagoa bem ao norte, chamada Lagoa Caiçara, depois de Atins que estava sendo visitada. Contratamos então um guia que foi com a gente no carro. Tanque cheio, pressão bem baixa nos pneus e partimos pro areião. Por ser uma trajeto bem longe, acabamos ocupando o dia inteiro com ele. Tem fotos como sempre no final do post.

Distância percorrida no dia, 120km.


2º Dia (16/01)

Como não tinha outra lagoa pra visitar, decidimos ir até a praia de Caburé, foz do rio Preguiças, pra passar o dia. E como já conhecíamos o passeio de barco pelo rio decidimos tentar seguir uma trilha que tínhamos gravada no GPS. A preocupação era a trilha ter mudado muito e a gente acabar sem conseguir chegar. Ou até mesmo entrar em alguma área pouco explorada e acabar encalhando por lá. Se isso acontecesse sabíamos que seria terrívem conseguir sair de lá. Mais uma vez tanque cheio, pneus baixos e estoque de comida e bebidas refeito no carro e partimos pra aventura. Depois de passar por umas trilhas bem fechadas numa mata, conseguimos chegar nos pequenos lençóis e aí foi pura emoção. E tivemos que confiar bastante no GPS porque em alguns locais praticamente desapareciam as trilhas de outros veículos, principalmente quadriciclos que andam por lá.

Tem um restaurante muito bacana lá na praia que recebe os turistas que chegam de barco. Mas apesar de muito bom é uma restaurante caro. Se for pra lá, atrás dele tem o bar do Celso, onde você como tão bem quanto porque metade ou até 1/3 do preço. Mas os guias não te levam lá, vá por sua conta. Um restaurante bem caiçara mesmo, mas com ótima comida. Como a gente tinha muita comida no carro não comemos lá dessa vez. Fomos então até a praia de Caburé, chegamos até o ponto mais longe por terra na foz do Rio Preguiças e almoçamos numa área bem isolada e deserta da Praia.

Distância percorrida no dia, 137km

No terceiro dia logo cedo seguimos viagem, dessa vez com destino ao Delta do Parnaíba, na cidade Parnaíba/ PI.


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