Ribeirão Claro/ PR – 3 dias

Tiramos um final de semana livre (em novembro de 2017) e decidimos visitar a cidade de Ribeirão Claro no Paraná. A cidade fica localizada bem no encontro dos rios Paranapanema e Itararé, na divisa com São Paulo.

Sendo talvez o maior marco da cidade a Represa de Chavantes, a cidade possui muitas trilhas para explorar suas belezas naturais, com lindas cachoeiras e mirantes que são verdadeiros cenários de filme.


01º dia – Ponte Pênsil, Cascata Véu de Noiva e Recanto da Cascata.

Saímos cedo de casa e perto das 9 da manhã já estávamos em Ribeirão Claro. Antes de atravessarmos a divisa de SP com PR no entanto, fizemos uma paradinha na Ponte Pênsil Alves Lima. A ponte está localizada entre as cidades de Ribeirão Claro, no estado do Paraná e Chavantes, em território paulista, cruzando o extenso Rio Paranapanema.

Esta ponte é uma raridade arquitetônica e o seu projeto é similar a famosa ponte pênsil brasileira da cidade de Florianópolis: a Hercílio Luz. A Alves Lima foi tombada pelo patrimônio histórico, em âmbito estadual, duas vezes: em 1985, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico de São Paulo (Condephaat) e, em 2001, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná.

É a única ponte pênsil do Brasil com o piso e as laterais revestidos em madeira e vale a pena a visita. Atualmente não é possível cruzá-la com nenhum tipo de veículo, somente a pé. Em dias de sol o rio mostra uma coloração linda, quase esmeralda.

Logo após cruzar a divisa, já no estado do Paraná, da estrada é possível avistar a linda Cachoeira Véu de Noiva. Um mirante está sendo construído na estrada e infelizmente a trilha está fechada para descer até ela. Mesmo assim nos arriscamos no meio da mata para conseguir registrar algumas imagens no nível do rio. Não existem pontos para banho e a descida só vale a pena mesmo se quiser se aventurar um pouco.

Seguindo caminho na estrada, 10km depois chegamos na cidade de Ribeirão Claro. Comemos alguma coisa rápida por ali e seguimos com destino ao Recanto da Cascata. São duas cachoeiras que vão desembocar na represa de Chavantes. Quando a represa está com nível alto, a água chega até próximo dessa segunda queda, mas quando estivemos lá a margem da represa ainda estava um pouco longe.  Existe um restaurante construído bem próximo à primeira queda que funciona aos finais de semana. É bastante movimentado porque possui um acesso relativamente fácil, e porque não é sempre que dá pra gente almoçar olhando pra uma cachoeira não é mesmo? O atendimento deixa a desejar, mas vale a pena pelo local!

Saímos da Cachoeira já no final da tarde, com destino à Pousada e Camping Ruvina, distante cerca de 14km da cidade de Ribeirão Claro.

Como sempre, abaixo tem as rotas de GPS e o video dessa aventura.


02º dia – Morro do Avião, Bica da Serra e Subida para acampamento no Morro do Gavião.

Depois de muita chuva durante a noite, acordamos de manhã no Camping Ruvina com o tempo firma, mas ainda muito nublado. Acreditamos que a previsão era de que não choveria nesse dia e decidimos encarar a caminhada para subir o Morro do Avião. É um morro localizado entre as cidades de Ribeirão Claro e Carlópolis, considerado o ponto mais alto do Norte Pioneiro. Parece que leva esse nome por conta de um acidente com um avião que caiu lá em 1949, deixando 19 mortos e apenas 2 sobreviventes (leia mais aqui). Se transformou em referência para radioamadores de todo o País com a instalação de uma repetidora VHF de longo alcance instalada em 1997.

A subida para o morro tem trechos bem íngremes e atualmente só pode ser percorrida a pé. Existe uma porteira que fica cadeada e talvez somente pessoal que faz manutenção na repetidora de rádio pode ultrapassar. E mesmo que fosse possível, somente veículos 4×4 conseguiriam percorrer o trecho. Do ponto onde deixamos o carro é uma distância de 2800m de caminhada, com um desnível de mais de 200m. Vale a pena o esforço pra ver o relevo da região!

De lá descemos e fomos conhecer a Bica da Serra e o Mirante que fica na rodovia entre Ribeirão Claro e Carlópolis. São pontos de acesso bem fácil e que valem a pensa ser visitados também.

Já no meio da tarde, nosso destino era a subida ao Morro do Gavião para acampar e fazer umas fotos noturnas lá em cima. Tudo já estava previamente combinado e autorizado pelo pessoal da Fazenda São João (facebook.com/fsj.morrodogaviao) , onde está localizado o morro. Não existe área de camping na fazenda, então essa foi uma exceção que conseguimos com os proprietários para fazermos essas fotos. Normalmente o acesso ao morro é somente aos finais de semana, no período das 9 às 18 horas. É uma subida relativamente fácil, que em cerca de 15  a 20 minutos pode ser percorrida.

A fazenda possui uma ótima infraestrutura para receber os turistas, com um excelente restaurante e uma tirolesa para os que querem se aventurar um pouquinho mais. Além é claro, do Morro do Gavião em si, com uma fantástica vista da represa de Chavantes.

Abaixo o roteiro GPS e o vídeo de nossa subida ao Morro do Avião.


03º dia – Camping no Morro do Gavião

Na realidade nosso terceiro dia começa com a noite do dia anterior. Subimos o Morro do Gavião já no finalzinho da tarde para fazer algumas fotos noturnas. Então não foi possivel fotografar e curtir o visual com a luz do dia.

Aproveitamentos então o dia de sol aberto e demoramos para desmontar acampamento e descer o morro. Fizemos primeiro nossas fotos, e só quando a água que levamos pra cima acabou é que desmontamos acampamento e descemos. Já era perto de meio dia quando carregamos as coisas no carro e descemos de lá.

A programação desse dia era ainda visitar outros pontos na cidade, mas como demoramos muito pra descer o morro e ainda tínhamos 1:30h de viagem para voltar pra casa, decidimos almoçar na cidade, e conhecer a igreja Matriz e outros pontos no centro. As praças são lindas, tudo muito limpo , arborizado e bem cuidado! De fazer inveja pra qualquer outra cidade!

Não temos muito pra contar desse dia, a não ser mostrar pra vocês o video e algumas fotos que fizemos por lá!